terça-feira, 28 de março de 2017

Laudo do Crea-RJ diz que Ciclovia Tim Maia tem problemas estruturais e não apresenta condições de segurança


O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ) apresentou laudo elaborado por engenheiros do conselho mostrando que a estrutura da Ciclovia Tim Maia não apresenta condições adequadas de segurança para utilização.

O laudo, entregue nesta segunda-feira à Justiça, também recomenda uma revisão do projeto executivo da obra, com uma análise mais apurada dos fenômenos naturais que afetam a ciclovia. Segundo Reynaldo Barros, presidente do Crea houve problemas de execução das obras e a ciclovia já apresenta sinais de desgastes muito grandes.

O CREA-RJ recomendou que a Ciclovia Tim Maia continue interditada no trecho entre São Conrado e Leblon até que sejam realizadas obras que corrijam problemas estruturais e construtivos. Recomendou ainda que a ciclovia continue fechada de forma preventiva no período de ressacas, de abril a agosto, tendo em vista que a ciclovia é fechada pela prefeitura quando ocorrem ressacas na orla do Rio de Janeiro.

Segundo o Crea, no trecho do acidente, onde a estrutura foi refeita, foram constatados sinais de fratura do concreto na região de ligação das vigas com os pilares, provavelmente resultante do longo trecho sem juntas de dilatação (quatro vãos foram unificados).
Foto da ciclovia após acidente - Fábio Motta/Estadão Conteúdo - 21.04.16

O Crea disse ainda que as laterais do tabuleiro da ciclovia apresentam muitas irregularidades com pontos de corrosão já instalados, comprometendo a durabilidade e a segurança da estrutura. 

No dia 21/04/2017 o desabamento de parte da ciclovia completará um ano e o trecho que caiu foi reconstruído em julho do ano passado, às vésperas da Olimpíada e também já apresenta problemas.
 
Fontes: http://extra.globo.com/noticias/rio/crea-diz-que-ciclovia-tim-maia-nao-tem-condicoes-de-seguranca-recomenda-obras-estruturais-21123971.htm acessado em 28/03/2017. 
http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2016-04-22/video-mostra-momento-em-que-trecho-de-ciclovia-desaba-no-rio-de-janeiro.html acessado em 28/03/2017.

sábado, 25 de março de 2017

Terceirização ou escravidão? A quem interessa o fim da CLT no Brasil?

A Câmara dos Deputados Brasileira aprovou na noite de quarta-feira (22/03/2017) a redação final do projeto de lei iniciado há 19 anos, que permite a terceirização irrestrita em empresas privadas e no serviço público.

A proposta amplia a permissão para contratação de trabalhadores temporários dos atuais três meses para até nove meses, ou seja, seis meses renováveis por mais três. Passados esses seis meses, o trabalhador só poderá ser contratado novamente pela mesma empresa 90 dias após o fim do contrato anterior.

O texto principal do projeto foi aprovado por 231 votos a favor e 188 contra, tendo ainda oito abstenções. Agora a nova lei deve seguir para sanção do presidente Temer.

De fato a atual Câmara ressuscitou o texto proposto há 19 anos pelo Governo do então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). O projeto libera também o trabalho temporário, atividades-fim e meio das empresas, além de alongá-lo de 90 para 180 dias consecutivos ou não.

Esta situação enterra de vez com os direitos e garantias trabalhistas conquistados pela CLT - Consolidação das Leis Trabalhistas criada na década de 1940, pelo Ex-presidente Getúlio Vargas.

É um retrocesso social de grande monta com o aval de 231 Deputados Federais. Passamos a um modelo de exploração comparado ao da Escravidão, onde não havia direitos e nem garantias aos trabalhadores em geral.

Neste sentido segue uma frase para reflexão:



Terceirização ou escravidão? A quem interessa o fim da CLT no Brasil?

Os trabalhadores ficam agora sem direito ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), 13º salário e férias. Pois foi disto que tratou o Projeto de Lei (PL) 4330/2004, que foi aprovado em primeira votação por 324 votos a favor, contra 137, duas abstenções, totalizando 463 votantes. Isto interessa à exploração econômica do capital internacional.


Fontes: http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,camara-aprova-ampliacao-de-permissao-para-trabalho-temporario-de-tres-para-nove-meses,70001710231 acessado em 25/03/2017 e http://brasil.elpais.com/brasil/2017/03/21/politica/1490127891_298981.html acessado em 25/03/2017.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Assassinatos históricos mostram que para a ciência não existem crimes perfeitos

Ao longo da história da humanidade temos visto mortes que com certeza apresentam características de assassinatos, no entanto, por falta de interesse político, social e ausência de fatos comprobatórios, temos a impressão de que são crimes fatídicos. Vejamos alguns exemplos.

O assassinato de Tutancâmon, que segundo a obra do egiptólogo norte-americano Bob Brier (1999) deu início a uma grande polêmica, onde o faraó adolescente, que reinou aproximadamente entre 1333 e 1323 a.C. teria sido assassinado, ou por seu sucessor Aya (1323 a 1319 a.C.), ou pelo general Haremhab, que reinaria um pouco mais tarde, aproximadamente entre 1319 e 1307 a.C., ou por ambos mancomunados. A verdade nunca se saberá, tudo está no campo das hipóteses. Temos também o caso do Faraó Ramsés III que para muitos foi assassinado. Os historiadores identificaram que Pentaura, filho de Ramsés III, foi um dos implicados no complô palaciano para matar o faraó.

No Brasil, muitos acreditam que Trancredo Neves, Ulisses Guimarães e muitos outros, foram crimes planejados, devido as mortes acontecerem de formas muito estranhas. A morte do candidato à Presidência Eduardo Henrique Accioly Campos em um acidente aéreo no dia 13/08/2014. O ex-presidente Humberto de Alencar Castelo Branco que morreu em um acidente aéreo quatro meses após deixar o poder, no dia 18 de julho de 1967, pois o avião que ele viajava foi atingido na cauda por um caça T-33 da FAB em circunstâncias duvidosas, fazendo com que o avião caísse na região de Fortaleza. O ex-presidente do PTB e tesoureiro da candidatura de Fernando Collor de Mello à presidência, José Carlos Martinez que morreu no dia 4 de outubro de 2003 em um acidente com um monomotor que ele pilotava em uma viagem de Curitiba e Navegantes (SC), cujo avião caiu no município de Guaratuba (PR). Recentemente a morte de Teori Zavascki num outro acidente aéreo na região de Angra dos Reis.

Um crime que parece de ficção científica foi de Kim Jong-nam (irmão mais velho do atual líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un), que foi assassinado com uma potente substância conhecida como "agente nervoso VX", e que segundo o Departamento de Química do país a identificou como "ethyl n-2-diisopropylaminoethyl methylphosphonothiolate", nome do agente químico VX, de acordo com uma análise preliminar divulgada nesta sexta-feira (24/02/2017) pela polícia da Malásia.

Portanto, não existem crimes perfeitos, basta que haja interesse em realizar uma boa investigação.


terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Demissões no Brasil continuam em 2017 por falta de investimentos e confiança no Govêrno


A crise política do Brasil continua acelerada principalmente porque não estão prendendo os verdadeiros ladrões e sonegadores, mas sim perseguindo alguns grandes empresários que em sua maioria foram explorados por muitos políticos para bancar suas mirabolantes campanhas. Enquanto muitos dos verdadeiros bandidos continuam soltos.

Neste sentido, o desemprego tende a aumentar por falta de gestão e confiança no Governo Federal.

A falta de investimentos e a perseguição ao empresariado estão resultando no fechamento de empresas, unidades, filiais, sobretudo por falta de oportunidades e de confiança, tanto para empreendedores nacionais, quanto internacionais.

A instabilidade levou agora a empresa Brasil Supply a demitir cerca de 200 funcionários e fechar uma unidade de produção de fluidos de perfuração e tratamento de resíduos. Encostou as nove embarcações que operava, duas em Niterói (RJ) e sete em Fortaleza (CE). O principal negócio da empresa é a navegação offshore e seus navios de apoio atendem à petroleira no transporte de passageiros e de cargas leves.

Constituída em 2002 com planos de investir até R$ 6 bilhões para atender ao promissor setor de óleo e gás no país, a empresa sucumbiu à crise que atingiu o setor naval a partir da forte redução dos investimentos da Petrobras. Diante de dificuldades financeiras que poderão levar a um pedido de recuperação judicial, a Brasil Supply, prestadora de serviços para a indústria de petróleo, suspendeu temporariamente suas operações.

Os problemas da Brasil Supply agravaram-se com a redução dos investimentos da Petrobras e com o pedido de recuperação judicial do Estaleiro Ilha S.A. (Eisa), no fim de 2015, responsável pela construção de algumas embarcações contratadas pela Brasil Supply. A BR Distribuidora, que já chegou a ser dona de 10%, hoje tem participação minoritária de apenas 0,38% na empresa.

A ideia é evitar eventuais novos passivos, trabalhistas, por exemplo, e estabelecer um ambiente mais estável para a renegociação de dívidas que chegam a R$ 600 milhões, contra faturamento de R$ 110 milhões em todo o ano passado. Há um mês, a empresa contratou a consultoria RK Partners para conduzir a reestruturação financeira. A assessoria, que já iniciou as conversas com os credores, diz que ainda está avaliando qual será a rota jurídica escolhida, mas a recuperação judicial é sempre uma possibilidade.

A maior parte da dívida corresponde a repasses do Fundo de Marinha Mercante (FMM) a bancos - em 2009, a empresa captou mais de R$ 800 milhões em financiamentos do fundo. Parcela menor do endividamento se refere a fornecedores. Depois de estabelecer novos termos para seu passivo, a Brasil Supply terá de discutir com a Petrobras quais contratos serão mantidos, uma vez que suas operações estão paralisadas.

O caso da Brasil Supply não é isolado na indústria naval brasileira, que em 2014 empregava mais de 80 mil pessoas e, no ano passado, contava com pouco mais de 40 mil trabalhadores.

Fonte: Valor e https://www.portosenavios.com.br/noticias/ind-naval-e-offshore/37577-brasil-supply-suspende-suas-operacoes?utm_source=newsletter_8116&utm_medium=email&utm_campaign=noticias-do-dia-portos-e-navios-date-d-m-y acessado em 14 fev. 2017.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

BNDES vai disponibilizar R$ 13 bilhões em capital de giro para empresas nacionais acelerarem economia

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai disponibilizar até 31 de dezembro de 2017 o montante de R$ 13 bilhões na linha BNDES Progeren para fortalecimento da capacidade de geração de emprego e renda, dos quais R$ 5 bilhões de forma direta e R$ 8 bilhões via agentes financeiros, para servir de capital de giro de empresas nacionais.

Nesse cenário, a preocupação é com a produtividade e a competitividade das empresas, o que vai determinar o crescimento econômico e a geração de emprego de forma sustentável.

A oferta de capital de giro sem a intermediação dos agentes faz parte das novas políticas operacionais anunciadas pelo BNDES na maior reformulação nas condições de financiamento em quase uma década. "Nesse momento, nossa ênfase em capital de giro é para preservar a atividade econômica e os empregos", disse Maria Silvia Bastos Marques, presidente do BNDES ao anunciar as novas políticas operacionais na sede do banco, no Rio de Janeiro. Segundo ela, a instituição tem um olhar de curto prazo, conjuntural, em que busca ampliar o acesso a crédito para além da rede bancária tradicional.

Na revisão das políticas, o BNDES também reservou espaço para pensar no médio e longo prazos. O banco quer atrair novos canais de distribuição de produtos, dentro do esforço de aumentar o acesso a crédito. Entre esses canais, estão plataformas digitais e "fintechs", empresas que usam tecnologia de forma intensiva para oferecer produtos na área de serviços financeiros. "Estamos em conversas avançadas com uma grande plataforma [digital] e com uma "fintech" para que possam distribuir nossos produtos", disse Maria Silvia.

O peso maior dado pelo banco ao capital de giro neste momento considera a necessidade de manter o canal de crédito irrigado em uma conjuntura em que as empresas, sobretudo as micro, pequenas e médias, enfrentam dificuldades de acessar as linhas dos bancos, e há companhias entrando em recuperação judicial quase todos os dias.

Fonte: Fonte: Valor Econômico/Por Francisco Góes, Juliana Schincariol e Rodrigo Polito
https://www.portosenavios.com.br/noticias/geral/37140-bndes-oferece-r-13-bi-para-acelerar-retomada?utm_source=newsletter_8088&utm_medium=email&utm_campaign=noticias-do-dia-portos-e-navios-date-d-m-y acessado em 11/01/2017. 

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Bacia do Parecis deixa de ter blocos sob concessão após Petrobras devolver todas as áreas exploratórias

A Petrobras devolveu os últimos dois blocos exploratórios que ainda possuía na Bacia do Parecis em Mato Grosso para a ANP - Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.

Anteriormente, a Petrobras já tinha devolvido entre janeiro e novembro de 2016, ao todo, seis áreas exploratórias, específicamente nas bacias Potiguar, Foz do Amazonas e Amazonas.

No ano de 2015, a Petrobras já havia devolvido outras sete concessões, respectivamente, nas bacias do Amazonas, Espírito Santo e Parecis.

Com a devolução das áreas PRC-T-106 e PRC-T-123, arrematadas na 10ª Rodada, em 2008, a Bacia do Parecis deixa de ter blocos sob concessão.

Fonte:https://www.portosenavios.com.br/noticias/geral/37046-petrobras-encerra-atividades-na-bacia-do-parecis?utm_source=newsletter_8079&utm_medium=email&utm_campaign=noticias-do-dia-portos-e-navios-date-d-m-y acesso em 28/12/2016

Um país se fortalece com educação e livros

  No dia 10 de junho se comemora o Dia de Camões. Esta data foi instituída no ano de 1880 em Portugal pelo Rei D. Luís I, vinte anos antes d...