quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

As próximas décadas iniciam em 2021, 2031, 2041, etc.

Olá amigos. Muitas postagens realizadas com base na emoção estão dizendo que no ano de 2020 se inicia uma nova década. Desculpem, mas isto não é verdadeiro.

Nosso calendário atual é o Gregoriano, assim chamado em homenagem ao papa Gregório XIII, seu criador. Neste calendário, não existe ano zero, da mesma forma que em muitos outros calendários também não temos a existência do ano zero.


Neste sentido, nós mesmos ao completarmos 12 meses de vida estamos completando o primeiro ano de vida, ou seja, nosso ano 1. Também não existe ano zero na nossa existência.


Deste modo, a primeira década do século 21 teve início no ano de 2001 e se encerrou em 31 de dezembro de 2010. A segunda década ocorre de de 2011 a 2020, e em 01 de janeiro de 2021 teremos o começo de mais uma nova década.


Então, todas as décadas iniciam sempre no ano 1, como em 2001, em 2021, 2031, 2041, etc.


Temos ainda muitos calendários diferentes em uso no mundo atual, mas o calendário gregoriano é o calendário mais utilizado na atualidade, e disseminado pelo poder da internet, estando em todos os processadores no mundo da informática.

O Calendário Gregoriano
O calendário gregoriano foi elaborado em 1582 por iniciativa do papa Gregório XIII, com o objetivo de corrigir os erros do calendário Juliano, que era o calendário oficial daqueles tempos.

Gregório XIII, nascido Ugo Buoncompagni, nasceu em Bolonha, a 7 de Janeiro 1502 e faleceu em Roma. Foi Papa de 13 de maio de 1572 até à data da sua morte em 10 de Abril 1585.
Estátua do Papa Gregório XIII em Bolonha.

Ugo Buoncompagni estudou e leccionou direito e jurisprudência na Universidade de Bolonha. Em 1538 foi chamado a Roma pelo Papa Paulo III e subiu rapidamente na hierarquia. Foi elevado a cardeal pelo Papa Pio IV e esteve presente e participou  do Concílio de Trento. Em 1572 foi eleito para suceder o Pio V.

A palavra calendário vem do latim calendarium que significa livro das calendas. Este era o livro usado para contar os dias das festividades religiosas marcadas no início de cada mês lunar na Roma Antiga.

Gregório XIII destacou-se na história por ter sido o responsável pela introdução do nosso calendário atual (daí ser chamado de calendário gregoriano), e também pela bula Inter gravissimas, assinada a 24 de Fevereiro de 1582, reformando o antigo calendário Juliano.

Enfim, no atual calendário todas as próximas décadas terão início no ano 1, como em 2001, em 2021, 2031, 2041, etc.

Vivam a vida intensamente. Por muitas décadas. Abraços.

Fontes:
https://es.dreamstime.com/foto-editorial-estatua-de-papa-gregorio-xiii-en-palacio-de-rey-enzo-en-la-plaza-principal-de-bolonia-image75917911 acesso em 01/01/2020.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Papa_Greg%C3%B3rio_XIII acesso em 01/01/2020.


sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Ferrovia Transnordestina espera retomar as obras em março de 2020


A Transnordestina é uma ferrovia delineada para unir o interior do Piauí, em Elizeu Martins, cortando os estados de Pernambuco e Ceará, desembocando nos portos de Suape (PE) e Pecém (CE). No entanto, até o presente momento pouco mais da metade da obra foi realizada.

O empreendimento, que é de interesse do governo federal, vem sendo construído aos poucos desde 2006.

A Transnordestina Logística S.A., empresa privada responsável pela construção e operação da Ferrovia Nova Transnordestina, espera retomar as obras da ferrovia destinada a ligar os portos de Pecém, no Ceará, ao de Suape, em Pernambuco.

Os recursos públicos previstos foram muitas vezes suspensos. O orçamento inicial dos 1.750 km de extensão, já mais que duplicou desde então. Já foram gastos cerca de R$ 6,5 bilhões e a estimativa da empresa é que faltariam ainda R$ 7 bilhões para concluir toda a obra.

Abaixo segue a Figura 1 com os trechos já executados e o que precisa ser realizado para concluir a ferrovia.

Figura 1 - Trechos executados e que precisam ser construídos da Ferroviária Transnordestina.

Para dar continuidade às obras da ferrovia da Transnordestina Logística a partir de março do próximo ano, os acionistas da empresa, que tem a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) como controladora, têm pela frente o desafio de garantir R$ 836 milhões em recursos.

Os investimentos na obra estão sendo alocados em sete lotes - quatro deles no Piauí, num trecho de 200 km, e três lotes no Ceará, ao longo de 150 km. A prioridade, no momento, explicou a fonte, são obras de infraestrutura - abertura de frentes no trajeto e preparação do terreno para ser a base de recebimento futuro dos dormentes e trilhos.

As obras foram retomadas em setembro de 2019 e estão em andamento a construção de dois trechos da ferrovia, com investimentos de R$ 257 milhões da CSN.

Fonte:

quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

China faz teste de seu primeiro navio cargueiro autônomo

O  navio cargueiro autônomo denominado de Jin  Dou Yun 0 Hao teve seu teste bem sucedido no domingo passado dia 15 de dezembro de 2019.

Este, partiu da ilha de Dong’ao em Zhuhai e chegou ao cais número 1 da ponte marítima Hong Kong–Zhuhai–Macau. O navio está em desenvolvimento desde 2017 pela empresa Yunhang Intelligent.

A embarcação acelera o transporte de mercadorias, porque os sistemas automatizados reduzem o tempo de viagem. Além disso, esta embarcação é avaliada como mais segura quando comparada a um cargueiro comum.


Navio Jin Dou Yun 0 Hao

A viagem da embarcação Jin  Dou Yun 0 Hao iniciou na província de Guangdong e segundo um comunicado do Conselho do Estado da China, esta viagem foi classificada como um experimento plenamente satisfatório.

Fonte: Fonte: A Tribuna e https://www.portosenavios.com.br/noticias/navegacao-e-marinha/china-testa-primeiro-cargueiro-autonomo?utm_source=newsletter_9082&utm_medium=email&utm_campaign=noticias-do-dia-portos-e-navios-date-d-m-y acessado em 18 de dezembro de 2019.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

No Brasil 7 líderes indígenas foram assassinados em 2019


Sete líderes indígenas foram assassinados em 2019 no Brasil sendo este o maior número em pelo menos 11 anos (2009 a 2019). As vítimas são dos povos Waiãpi, Apurinã, Tukano, Guajajara e Mura. As terras desses povos são alvo de disputas na região amazônica, sofrendo com invasões, garimpo e grilagem.

A tribo da aldeia Waiãpi denunciou no final de julho a invasão de suas terras por garimpeiros. Ao chegar ao local, a Fundação Nacional do Índio (Funai) confirmou a morte do líder Emyra Waiãpi, de 62 anos. Ele tinha marcas de perfurações e cortes na região pélvica. O filho de Emya, Aikyry Waiãpi disse que o pai morreu em confronto com os invasores.

Os indígenas da aldeia Waiãpi relataram à Funai a chegada de 10 a 15 pessoas armadas dentro do território. Vivem 300 índios da etnia na região.

Três indígenas da tribo Guajajara foram mortos neste ano. O primeiro deles, morto em 1º de novembro, é Paulo Paulino. Ele tinha 26 anos quando foi executado em um conflito de terra Arariboia, no Maranhão.

Das tribos Tukano, Mura e Apurinã foram três assassinatos de lideranças de diferentes etnias aconteceram em Manaus.

Em 27 de fevereiro, o cacique Francisco de Souza Pereira, de 53 anos, da etnia tukano, foi executado na residência onde morava na comunidade Urukia. Francisco liderava 42 aldeias.

Em junho, Willame Machado Alencar, de 42 anos, da etnia mura, foi morto com cinco tiros na ocupação Cemitério dos Índios.

Carlos Alberto Oliveira de Souza, de 44 anos, da etnia apurinã, foi morto em 6 de agosto após ser alvo de tiros efetuados por homens encapuzados, também na zona norte de Manaus.


Índios assassinados no Brasil de 2009 a 2019 (fonte: G1)

A Rede Amazônica de Informação Socioambiental Georreferenciada (RAISG), consórcio de organizações da sociedade civil que monitora o bioma, mantém um mapa com os registros de garimpo. Na área dos Waiãpi, eles identificaram uma região afetada pela extração de ouro com contaminação de mercúrio.

Fora do território, ao Sul do estado, há um complexo ativo de garimpo a céu aberto.


Fonte: https://g1.globo.com/natureza/noticia/2019/12/11/invasoes-garimpo-e-grilagem-os-conflitos-nas-terras-dos-7-lideres-indigenas-assassinados-em-2019.ghtml acesso em 11 de novembro de 2019

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Mais quatro navios estão sendo investigados pelo derramamento de petróleo na costa brasileira


A busca pela causa do derramamento de petróleo bruto na costa brasileira,  fez com que o caso se torna-se realmente numa novela diária. Após anunciarem que o petróleo possuía características similares ao óleo produzido na Venezuela choveram "fake news" dizendo que o derramamento poderia ser proposital e ocorreram diversas hipóteses.
No entanto, a hipótese mais divulgada é que havia um navio grego com grande possibilidade de ter passado pela região de vazamento, e talvez ser o responsável pelo crime ambiental.
No entanto, a Delta Tankers nega ter qualquer relação com o óleo encontrado no litoral nordestino e garante que pode comprovar a regularidade de suas operações.
A Delta Tankers afirma que inspecionou os registros gravados por câmeras e sensores existentes no interior do Boubolina e não encontrou nenhum indício de que parte do produto que estava sendo transportado vazou.
As investigações apontam que mais quatro navios de bandeira grega, além do Bouboulina, da empresa Delta Tankers, são alvo da investigação que a Marinha do Brasil e a Polícia Federal (PF) realizam para tentar identificar os responsáveis pelo derrame de óleo cru que, desde o fim de agosto, já atingiu o litoral dos nove Estados do Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe).
Oficialmente, a Marinha não revela os nomes das cinco embarcações a respeito das quais pediu informações às autoridades marítimas da Grécia, mas, em nota, a Delta Tankers, responsável pelo Boubolina, revelou se tratar dos navios-tanques Maran Apollo e Maran Libra (da Maran Tankers), Minerva Alexandra (Minerva Marine) e do Cap Pembroke (Euronav), além do Bouboulina.
Na mesma nota, a Delta Tankers informa que recebeu a notificação da Marinha brasileira somente nesta terça-feira (05/11/2019). A empresa diz ainda que, no documento entregue pelo Ministério de Assuntos Marítimos da Grécia, os cinco navios gregos são tratados como suspeitos de derramamento do óleo que polui praias, mangues e a foz, ou desembocaduras, de rios na costa do Nordeste.



acesso em 07/11/2019.

domingo, 3 de novembro de 2019

A Caixa Econômica Federal reduziu juros do crédito imobiliário pela terceira vez em 2019


A Caixa Econômica Federal informou que reduziu em até 1 ponto percentual as taxas de juros do crédito imobiliário. Esta já é a terceira redução realizada em 2019.

A taxa máxima cobrada pela entidade caiu de 9,50% mais TR para 8,50% ao ano mais TR, e a taxa mínima passou de 7,5% mais TR para 6,75% mais TR. 

Esta redução é para aquisição de imóveis enquadrados no Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI) e no Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e as novas condições passam a ter validade a partir do dia 6 de novembro.

Segundo o presidente do banco, Pedro Guimarães, a expectativa com a nova redução de juros é ampliar o acesso à moradia a partir de preços mais competitivos e gerar mais demanda para o setor da construção civil. A Caixa lidera o mercado de crédito imobiliário nacional com uma média de 69% das negociações.

A primeira redução ocorreu em junho, quando os juros para financiamentos com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) baixaram em até 1,25 ponto percentual. A segunda redução foi anunciada no início de outubro pela entidade. Na ocasião, as taxas também foram reduzidas em até 1,0 ponto percentual.

No acumulado de 12 meses até junho a carteira de crédito habitacional da estatal cresceu 3,6% alcançando valor de R$ 452,3 bilhões.

Fonte: https://www.aecweb.com.br/revista/noticias/caixa-anuncia-nova-reducao-de-juros-para-credito-imobiliario/19404?utm_source=sales_force&utm_medium=email&utm_term=&utm_content=&utm_campaign=boletim_aec_noticia_semanal acesso em 03 novembro de 2019.

Um país se fortalece com educação e livros

  No dia 10 de junho se comemora o Dia de Camões. Esta data foi instituída no ano de 1880 em Portugal pelo Rei D. Luís I, vinte anos antes d...