terça-feira, 18 de julho de 2017

Indústria Brasileira continua pouco competitiva em nível mundial segundo OMC

Segundo a Organização Mundial do Comércio (OMC), através de um estudo recente sobre o custo orçamentário da política industrial do país sugere que a “indústria brasileira desenvolve uma dependência crescente dos incentivos, em vez de melhorar sua competitividade internacional”.

Em relatório distribuído aos 164 países-membros para o exame da política comercial brasileira, a entidade menciona o argumento das autoridades brasileiras de que todos os programas de ajuda são avaliados regularmente para assegurar que corrijam qualquer mau funcionamento do mercado que possa causar obstáculos a objetivos de desenvolvimento do país.

De acordo com a Organização Mundial do Comércio (OMC) os instrumentos utilizados pelo Brasil para alcançar os objetivos em certos setores da atividade ainda hoje são marcados pela proteção de “indústrias nascentes” e de uso das tarifas. Isso inclui medidas nas fronteiras associadas a incentivos fiscais e não fiscais “que são complexos e podem ter efeitos de distorção”.

Para a entidade global, o Brasil privilegia o teor em conteúdo local em detrimento de uma integração nos mercados internacionais capaz de encorajar a competitividade, daí, portanto, o aumento de custo de componentes importados. Ela destaca que poucas companhias representam a grande maioria das exportações do país, comportando uma parte muito importante do valor agregado nacional (93%).

Para a OMC “Ao proteger o mercado interno, o Brasil reduz os incentivos para melhorar a eficácia e a qualidade ou a diferenciação dos produtos, e impede os produtores nacionais de se abastecerem junto a fornecedores que propõem preços mais baixos ou de qualidade melhor”.

Deste modo, os produtos manufaturados do Brasil “continuam a ser pouco competitivos” e representam uma parte do mercado “bastante pequena” no nível mundial, “o que deixa o Brasil num plano marginal no comércio internacional de bens industriais”.

Fonte: https://www.portosenavios.com.br/noticias/geral/39665-omc-incentivos-nao-melhoraram-competitividade-da-industria-no-brasil-2?utm_source=newsletter_8273&utm_medium=email&utm_campaign=noticias-do-dia-portos-e-navios-date-d-m-y acesso em 18 julho 2017.




domingo, 9 de julho de 2017

Nova política na Exploração de Petróleo e Gás no Brasil

O governo federal oficializou no dia 06/07/2017, quinta feira passada, uma nova política para a exploração de petróleo e gás natural no Brasil.

Segundo publicação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) no Diário Oficial da União, agora são previstos planos plurianuais para leilões no setor durante os próximos cinco anos.

O objetivo da nova política consiste em priorizar a recuperação das reservas, o cálculo do potencial petrolífero do país e a intensificação das atividades exploratórias, além da adequada monetização das reservas existentes.

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) decidiu que a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) poderá, no caso de prorrogações de vigência de contratos existentes, conceder redução de royalties sobre a produção incremental gerada por novo plano de investimento, a fim de viabilizar a extensão da vida útil e maximizar o fator de recuperação de campos de petróleo.

Fonte:https://www.portosenavios.com.br/noticias/ind-naval-e-offshore/39503-governo-oficializa-nova-politica-para-exploracao-de-petroleo-e-gas-natural?utm_source=newsletter_8258&utm_medium=email&utm_campaign=noticias-do-dia-portos-e-navios-date-d-m-y acesso em 09 de julho 2017.

domingo, 2 de julho de 2017

CADE aprovou que Odebrecht comprasse mais 25% da Enseada Participações e agora detém 75% da empresa os outros 25% são da OAS


A decisão consta de despacho da Superintendência-Geral do órgão publicado no Diário Oficial da União (DOU) onde o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou sem restrições a aquisição, pela Odebrecht Participações e Engenharia, da fatia de 25% da Enseada Participações que antes pertencia à UTC.

Desta forma, a Enseada Participações passa a ser detida com 75% da Odebrecht e OAS com 25%.

A Enseada Participações é uma holding voltada para construção naval e exploração offshore, que atua também na área de reparação naval e no fornecimento de equipamentos, como sondas de perfuração e plataformas de produção de petróleo e gás.

O relatório da Agência trouxe também que contará com uma aceleração da oferta em quase 1,5 milhão de bpd dos países produtores que não fazem parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) no ano que vem. "Como em 2017, o crescimento será impulsionado pela forte produção de petróleo dos Estados Unidos, juntamente com ganhos contínuos do Brasil e do Canadá", salientou a entidade no documento.

A operação elimina, portanto, o vínculo da UTC com a Enseada Participações, ampliando de 50% para 75% o controle da Odebrecht sobre a empresa.

Fonte: Jornal do Commercio RS e https://www.portosenavios.com.br/noticias/geral/39212-cade-aprova-aquisicao-de-25-da-enseada-participacoes-pela-odebrecht?utm_source=newsletter_8236&utm_medium=email&utm_campaign=noticias-do-dia-portos-e-navios-date-d-m-y acesso em 14 de junho de 2017.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

CIA desenvolveu programa espião que transforma roteadores Wi-Fi em ferramenta de espionagem

Segundo documentos liberados pelo Wikileaks com base na série "Vault 7", a Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) desenvolveu um programa espião que transforma roteadores Wi-Fi em uma ferramenta de espionagem.

Com base nos documentos da série "Vault 7", a CIA teria criado versões do Flytrap para dezenas de roteadores de Wi-Fi desde 2006. Estão listados equipamentos de 21 marcas, entre as quais 3Com, Apple, D-Link, Asus, Linksys e Motorola estão na lista da CIA.

O programa chamado de "CherryBlossom" consiste em um kit de ferramentas que cria um painel de controle para executar tarefas especificas pela CIA em dezenas de marcas de roteadores.

Segundo esses documentos, o CherryBlossom é composto de quatro componentes: FlyTrap, CherryTree, CherryWeb e Mission.

O FlyTrap é o software instalado no roteador. Ele é baseado no programa original do fabricante (o chamado "firmware"), mas possui as adições específicas da CIA.

CherryTree é o servidor de controle ao qual o FlyTrap se conecta para receber comandos, que são as "Mission".

CherryWeb é o nome do painel de controle usado pelos agentes para especificar as missões.

Os roteadores são equipamentos responsáveis por viabilizar o acesso à internet em redes domésticas e empresariais, e que agora se transformaram também em sistemas de espionagem da CIA.

Por meio do CherryWeb, um agente pode ordenar que o Flytrap monitore certos tipos de informação de computadores específicos que estiverem conectados ao roteador adulterado. Ele também pode criar uma "ponte" para se conectar à rede interna do roteador, mantendo um ponto de acesso da CIA em redes que normalmente estariam inacessíveis pela internet.

O Wikileaks afirma que essas informações já estavam fora do controle da CIA e que elas circulavam até entre "hackers governamentais" que não deviam ter acesso a esses documentos. Um desses hackers teria decidido repassar tudo ao Wikileaks. Não há confirmação da legitimidade dos documentos.

Para instalar o Flytrap em um roteador, a CIA criou algumas ferramentas que exploram vulnerabilidades em equipamentos específicos. Em outros casos, o agente precisa manualmente acessar a interface do roteador e fazer upload do firmware.

CIA se aproveita do fato de que os equipamentos não verificam ou não verificam corretamente a autenticidade do programa que devia ser fornecido apenas pelo fabricante.

O Wikileaks não disponibiliza as ferramentas de espionagem, somente a documentação que detalha o funcionamento dos programas.

Fonte: http://g1.globo.com/tecnologia/blog/seguranca-digital/post/wikileaks-cia-desenvolveu-software-espiao-para-dezenas-de-roteadores.html acesso em 16 mar 2017.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

MEC retira de escolas livro que abordava incesto para crianças de 6 a oito anos de idade


O ministro da Educação Mendonça Filho informou ontem (08/06/2017) que o livro “Enquanto o Sono Não Vem” de autoria do escritor José Mauro Brandt vai ser recolhido das escolas.

Como este livro é para crianças na faixa dos 6 aos 8 anos, este tema sobre incesto foi considerado impróprio para esta faixa de idade, e segundo o MEC muitos professores e pais de alunos em todo o Brasil questionaram o conteúdo, o que levou o órgão a pedir um parecer técnico e jurídico sobre o assunto, feito pela Secretaria de Educação Básica (SEB).

De autoria do escritor José Mauro Brandt, a obra é dividida em oito contos, sendo que um deles conta A triste História de Eredegalda, que aborda o desejo de um rei em se casar com a mais bonita de suas três filhas. Diante da negativa, a menina é castigada e acaba morrendo de sede. 

O motivo da retirada é que neste livro tem um dos contos que aborda o tema incesto, considerado impróprio para crianças de seis a oito anos de idade. Esta decisão faz com que os 94 mil exemplares da obra adquiridos pelo MEC sejam redistribuídos para bibliotecas públicas.

Este livro foi distribuído pelo Programa de Alfabetização na Idade Certa (Pnaic) para alunos de 1º, 2º e 3º anos do ensino fundamental, destinado para escolas públicas.

No parecer, a SEB entendeu que a temática abordada neste livro não é adequada para crianças em idade de alfabetização.

https://www.terra.com.br/noticias/educacao/mec-retira-de-escolas-livro-que-aborda-o-tema-incesto,5f61e7a0ffd1088f0ed58ef5c3ced5e7b8ulqkpr.html?t=1&cn=ZmxleGlibGVfcmVjc18y&iid=c4ba63ecfa83469988ff4712278295d1&uid=1898545460&nid=244+289476616 acessado em 09 junho 2017.

 

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Michel Temer suspeito por facilitar o novo Decreto dos Portos com base em conversa gravada interceptada pela Polícia Federal


No último dia 4 de Maio de 2017, o Presidente da República Michel Temer recebeu ligação do Deputado Loures que estava grampeado pela Polícia Federal.

O Deputado Loures buscava e queria saber sobre a assinatura do novo Decreto dos Portos e segundo a imprensa esta conversa durou pouco mais de 2 minutos. O Presidente Temer informou ao Deputado que iria assinar o decreto na outra semana.

Depois de falar com Temer, Loures passou informações também por telefone a Ricardo Conrado Mesquita, membro do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP) e diretor da empresa Rodrimar, que opera no Porto de Santos.

No dia 10 de Maio Temer assinou o decreto para facilitar investimentos privados nos portos. Na conversa ao telefone, o presidente indica o que é uma das principais mudanças previstas no decreto: o aumento para 35 anos de prazos dos contratos de arrendatários, prorrogáveis por até 70 anos.

Na ligação gravada, após Loures comentar que teve informação de que já teria sido assinado o decreto, Temer disse: “Não. Vai ser assinado na quarta-feira à tarde. Vai ser numa solenidade até, viu?”. Em outro trecho da conversa, o presidente diz que “aquela coisa dos 70 anos lá para todo mundo parece que está acertando aquilo lá”.

Constata-se que houve uma conversa por telefone na qual o presidente Michel Temer dialoga com o deputado afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), interceptada pela Polícia Federal, e que pode gerar um novo pedido de inquérito ao Supremo Tribunal Federal (STF) e levanta suspeita sobre o novo Decreto dos Portos. A informação foi revelada pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmada pela Reportagem. 

A Procuradoria-Geral da República (PGR) deve pedir a abertura de inquérito para investigar Loures por suspeita de tráfico de influência. Os investigadores ainda avaliam o caso para definir se o presidente deve ou não ser incluído no pedido de investigação.

Fontes: A tribuna e https://www.portosenavios.com.br/noticias/portos-e-logistica/38948-gravacao-levanta-suspeita-sobre-novo-decreto-dos-portos-2?utm_source=newsletter_8220&utm_medium=email&utm_campaign=noticias-do-dia-portos-e-navios-date-d-m-y
acesso em 29 de maio de 2017.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

PETROBRAS tem queda de 3% na produção de petróleo em março de 2017 em comparação com o mês de fevereiro

Segundo a PETROBRAS, houve queda na produção de petróleo no mês de março de 2017 em relação ao mês de fevereiro, e foi motivada principalmente pelas paradas para manutenção do navio FPSO Cidade de Angra dos Reis, localizado no campo de Lula, no pré-sal da Bacia de Santos, e da P-37, no campo de Marlim, na Bacia de Campos.

A produção de petróleo da Petrobras em campos nacionais em março totalizou 2,12 milhões de barris diários, volume 3% inferior em relação a fevereiro e 9,5% superior a março de 2016, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira pela petroleira.


 FPSO cidade de Angra dos Reis

Com relação à produção de gás natural, a Petrobras alcançou 77,7 milhões de metros cúbicos diários em março, volume 3% inferior se comparada a fevereiro, devido às paradas das plataformas.

No exterior, a produção de petróleo da companhia em março somou 66 mil barris diários, volume 4% superior em relação a fevereiro. E a de gás alcançou 11 milhões de metros cúbicos diários, 31% acima do observado no mês imediatamente anterior.

Fonte: http://www.valor.com.br/empresas/4938012/petrobras-producao-de-petroleo-no-pais-cai-3-em-marco-ante-fevereiro acessada em 03 de maio de 2017.

Um país se fortalece com educação e livros

  No dia 10 de junho se comemora o Dia de Camões. Esta data foi instituída no ano de 1880 em Portugal pelo Rei D. Luís I, vinte anos antes d...